
Olá, cliente Nomus, bom dia!
Estamos vivendo um momento histórico de transformação no sistema tributário brasileiro. Com a implementação da Reforma Tributária e a adoção do padrão nacional da Nota Fiscal de Serviços eletrônica (NFS-e), o país passa por uma das maiores mudanças estruturais já realizadas na área fiscal.
Essa transição tem trazido benefícios esperados no longo prazo, como maior padronização e centralização das informações. No entanto, no curto prazo, também tem gerado instabilidades relevantes no processo de emissão de NFS-e, afetando empresas em todo o Brasil. Por isso, preparamos este comunicado para explicar, de forma clara e transparente, o que está acontecendo e como estamos atuando.
Desde o final de 2025, municípios de todo o país vêm aderindo formalmente ao novo modelo nacional de emissão de NFS-e. Atualmente, cerca de 98% das prefeituras já firmaram convênio com o sistema nacional, porém apenas uma parte delas está, de fato, operando a emissão de notas de forma plena e estável.
Na prática, houve uma diferença significativa entre o que foi formalmente acordado e o que conseguiu ser implementado operacionalmente dentro do prazo. Muitos municípios publicaram regras técnicas com atraso, outros divulgaram múltiplas versões em um curto espaço de tempo, e alguns passaram a exigir campos e validações antes da data oficial.
Como resultado, hoje coexistem dezenas de variações técnicas no país, mesmo sob o chamado “padrão nacional”, o que dificulta a estabilização do processo de emissão.
Para entender o cenário atual, é importante considerar que a emissão da NFS-e passou a depender do funcionamento simultâneo de três camadas de sistemas, todas passando por mudanças profundas ao mesmo tempo:
Os sistemas de gestão precisaram se adaptar rapidamente à Reforma Tributária, incorporando novos campos, regras de validação e layouts técnicos, muitas vezes sem documentação completa ou com mudanças frequentes.
Cada município opera seu próprio ambiente, geralmente fornecido por empresas diferentes. Mesmo quando utilizam o mesmo fornecedor, há particularidades locais, exigências específicas e comportamentos distintos entre cidades.
O ambiente nacional é relativamente novo e foi criado para centralizar as informações da reforma tributária. Agora, ele está sendo colocado em produção sob alta carga, passando por um processo natural de amadurecimento técnico.
Qualquer instabilidade em uma dessas camadas impacta todo o processo. Por isso, erros como timeouts, rejeições inesperadas, lentidão, notas presas em processamento ou ausência de retorno claro se tornaram mais frequentes.
Essa é uma dúvida comum neste momento. A resposta é que não existe um comportamento único em todo o país.
Cada município adotou uma estratégia diferente:
Por isso, é possível que:
Isso não indica erro isolado, mas sim a falta de padronização completa no processo nacional neste estágio da transição.
É fundamental reforçar que esse cenário não decorre de falhas específicas do sistema da Nomus. Trata-se de um desafio sistêmico, que envolve órgãos públicos, prefeituras, o ambiente nacional da NFS-e, empresas de tecnologia, contadores e, naturalmente, os contribuintes.
Entidades representativas do setor de tecnologia da informação também têm se manifestado publicamente sobre os desafios dessa transição. Como exemplo, a Assespro Paraná (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação do Paraná) publicou uma nota oficial reconhecendo que as instabilidades na NFS-e fazem parte de um processo nacional de adaptação sistêmica em larga escala.
A nota pode ser consultada neste link:
https://assespropr.org.br/nota-oficial-de-manifestacao-assespro-pr/
A própria Receita Federal reconheceu a necessidade de um período de adaptação, inclusive evitando penalizações neste primeiro momento.
Mudanças estruturais desse porte não se estabilizam em dias ou semanas. Elas exigem tempo, ajustes contínuos e amadurecimento operacional.
Desde 31 de dezembro de 2025, houve um aumento expressivo nas solicitações relacionadas à emissão de NFS-e, em comparação com a média dos meses anteriores. Esse volume atípico impacta temporariamente o tempo de resposta em atendimentos, tanto na Nomus quanto em todo o ecossistema envolvido na emissão fiscal.
Ainda assim, seguimos atuando de forma ativa para reduzir impactos e orientar nossos clientes da melhor maneira possível.
Sabemos o quanto a emissão de notas fiscais é essencial para a continuidade das operações e do faturamento das empresas. Por isso, intensificamos nossos esforços com ações concretas:
Para as empresas que ainda não conseguiram estabilizar a emissão de NFS-e pelo Nomus em seu município e não podem aguardar mais tempo para realizar o faturamento, nossa recomendação, de forma temporária, é a utilização do sistema da própria prefeitura para a emissão das NFS-es.
Essa alternativa tem como objetivo minimizar os impactos no faturamento da empresa durante o período de transição, enquanto seguimos trabalhando na estabilização da emissão integrada ao sistema no seu município.
Reforçamos que essa é uma medida provisória, indicada apenas para garantir a continuidade das operações. Assim que o cenário municipal estiver estabilizado, a emissãopoderá voltar a ser realizada normalmente pelo Nomus.
Reconhecemos os transtornos causados por esse período de transição e agradecemos pela compreensão. Reforçamos que você não está sozinho: este é um movimento nacional, estrutural e temporário, que afeta empresas de todos os portes e segmentos.
Seguimos firmes no compromisso com a transparência, com o suporte próximo e com a evolução contínua do sistema, trabalhando de forma incansável para mitigar impactos e contribuir para a estabilização do cenário.
Caso julgue necessário, sinta-se à vontade para compartilhar este comunicado internamente, para que a informação chegue de forma clara e objetiva a todos os envolvidos.
Atenciosamente,
Equipe Nomus
Autor: João Pedro